Archive for October, 2006

Dia-a-dia

Mudanças

Ontem por volta das 10:30 começou a chover mesmo a sério na sala onde estávamos… isto incluía em cima das mesas…

resultado pedimos para nos arranjarem um local onde não chovesse… Parece que na segunda-feira vamos ter uma sala decente, entretanto regressamos à nossa sala anterior… onde as obras do edifício adjacente fazem tremer tudo e todos… mas pelo menos não corremos o risco de morrer electrocutados.

bela prenda de anos… só começar a trabalhar pelas 15h

Dia-a-dia

Quando chove…

… chove-me na sala.

De momento estou num instituto público, que tem sede num edificio com cerca de 15 anos. A minha sala fica no primeiro andar e fica imediatamente por baixo de um terraço.

Mesmo quando não chove, vai pingando qualquer coisinha… Nos ultimos dias (em que tem chuvido a cântaros) nem se fala…

Todos os dias um funcionário do instituto vem despejar uma calha do tecto falso que vai enchendo de água… tenho panos pelo chão para ensopar as pingas que de 5 em 5 segundos fazem ploc. Pela janela tenho vista para a “piscina”.

Mais interessante que tudo isto foi um episódio que se passou ontem. Quando cheguei, não tinhamos electricidade nas tomadas da sala… O diluvio que se abateu sobre Lisboa fez das suas durante a noite, e água infiltrou-se nas tomadas de electricidade, habilmente alojadas 5 centimetros abaixo do piso. Fantastico.

Ainda tentamos ligar o dijuntor, mas o clarão produzido, rapidamente nos apontou para outro caminho. Ligar uma extensão a outra tomada. Lindo.

ficam umas fotos para ilustrar a situação

chuva1.jpg  chuva2.jpg chuva3.jpg

PS: O Instituto está em litigio com o constructor do edificio para que este arranje as infiltrações do terraço…

Tecnologia

Amigo Flickr

Estava eu a arrumar o meu del.icio.us e voltei a tropeçar nesta pérola do nosso amigo flickr.

AN is for...DRLetter E

Para quem não percebeu peva do que acabei de escrever:

  • del.icio.us - é uma ferramenta da web2.0 de organização, partilha e divulgação de bookmarks/favorites
  • flickr - é uma ferramenta da web2.0 de organização, partilha e divulgação de fotos

A yahoo (donos do flickr) permitem que se façam páginas utilizando funções criadas por eles e disponibilizadas para o efeito (API). Um senhor chamado Kastner desenvolveu a fantastica página de Spell with flickr ( que eu já tinha apresentado à 1 ano… )

tenho de ver se regresso aos posts dos paises nórdicos… está prometido

Nórdicos, Viagens

Crónicas do Sol da meia noite (Tomo V)

- Dia 4 [Estocolmo - Lulea - Jokkmokk]

Acordamos cedinho, arrumamos as ultimas coisas, tentamos colocar tudo dentro do carro, tomamos o pequeno almoço, despedimo-nos do nosso anfitrião e arrancámos rumo a norte. Ainda não tinhamos saido de Estocolmo e o Adler enviou-me um sms a dizer que me tinha esquecido do sabonete na casa-de-banho dele… o que vale é que tinha levado mais que um.

O destino era Jokkmokk, uma pequena localidada ligeiramente acima do circulo polar artico a meio caminho entre a Finlândia e a Noruega. É a Tine que guia, nem o António nem o Jesper têm carta de condução. O carro é um VW Golf de 91, que está nos trinques, apesar dos anos. Como somos 4, com mochilas, latas de coca-cola, tenda, etc… o carro estava um bocado “a raspar no chão”… algo que acontecia quando passavamos em lombas um pouco mais rápido.

As estradas na suécia são optimas. O piso náo têm buracos e os condutores são civilizados, apesar de também não respeitarem os limites de velocidade (geralmente 130km/h onde o máximo é 110km/h). Algo muito caracteristico e que já me tinha ficado retido quando da minha ida à Suecia pela primeira vez (em 93) é que na maioria das vias rápidas só existe uma faixa para cada lado e 2 grandes bermas. Quando um carro se aproxima de outro, o da frente desvia-se ligeiramente para a berma para o outro passar. Isto é que é civilização.

Paramos para almoçar junto a uma ponte suspensa brutal, e continuamos sempre para norte até Lulea (lê-se luleo). Aqui paramos na antiga Lulea, gammelstad (cidade velha). Uma vila espetacular, patrimonio mundial da UNESCO constituida por centenas de casas vermelhas de madeira que serviam para alugar aos antigos peregrinos da igreja local. No centro da vila estava uma concentração fantastica de carro classicos americanos. Impecáveis.

Corvette Stingray

Jantamos algures pela estrada num fast food chamado MAC… mas não era o Macdonads…
Cruzamos pela 1ª vez os 66º33′N e chegamos a Jokkmokk às 23:30. Acabamos de montar a tenda faltavam 5 minutos para a meia noite… e era de dia…

À meia noite

Nórdicos, Viagens

Crónicas do Sol da meia noite (Tomo IV)

- Dia 3 [Estocolmo]

Fui de manhã com o Adler ao super mercado comprar uns iogurtes para o pequeno almoço, no regresso e ao olhar para o parabrisas do nosso Golf… uma multa… 100 euros… mais coisa menos coisa, mas pior que o valor ( que a dividir por 4 até não estraga totalmente o orçamento) era a hora em que os senhores resolveram passar por ali… 4 da manhã!!! mas esta malta não tem mais nada para fazer as 4 da manhã!!!

Tivemos portanto de arranjar um local para estacionar o carro durante 24h… existia um parquezinho a 3 euros por dia nas traseiras do edificio do Adler… se ao menos soubessemos… o curioso era que não eramos os unicos a ter prenda no carro… todos os carros a tinham…

Seguimos de seguida para o centro. Eu a Tine e o António fomos ver a camara municipal de Estocolmo, local onde se realiza o jantar de gala e o baile da entrega dos prémios Nobel. A visitar. Seguimos para o local que tinhamos combinado com o Jesper (que tinha ido ver a catedral). Tinhamos combinado numa praça onde estava uma estatua de um cavaleiro a comandar… o que parece é que existiam duas estatuas… uma de um cavaleiro a apontar outro a comandar… e em duas praças seguidas… brilhante… acabamos por nos encontrar e seguir para comer qualquer coisa num Mac. O António a Tine e o Jesper iam visitar o Vaasa (um museu sobre um barco monumentar que afundou após ser lançado ao mar e que esteve afundado durante 333 anos), eu que já o tinha visitado em 93, ia-me encontrar com o Adler para irmos ver o Museu Nordico.

O museu Nordico é engraçado, versa sobre toda a cultura nordica, modo de vida, tradições e costumes, pena é estar 95% em sueco… Porreiro foi apanhar uma exposição sobre a systembolaget a loja de alcool do estado. Depois deste museu voltamos a encontrar-nos todos e voltamos a separar-nos. Eu o António e a Tine fomos para o Skansen, o museu ao ar livre da cidade.

Que tem casas e quintas de toda a suecia… basicamente desmontaram-nas pedra por pedra ou tabua por tabua e reconstruiram-nas no mesmo local. Muito bom… Pena termos chagado tão tarde, que só vimos por dentro umas 5 ou 6 casas.

Dentro do Skansen existe também um Zoo… em que os animais tem tanto espaço que muitas vezes precisavamos de uns 10 minutos para os descobrir.

ursos bem disposto e habituados aos turistas

Mocho bem escondido… mas a 300mm não perdoa

Lobo com uma presa (este custou a descobrir, mas depois passou-nos mesmo à frente)

Regressamos cansados a casa, prontos para fazer o jantar, arrumara troxa e deitar cedo, que no dia seguinte tinhamos muitos Km para percorrer

Nórdicos, Viagens

Crónicas do Sol da meia noite (Tomo III)

- Dia 2 [Estocolmo]

O Adler tinha pensado que ia de ferias com malta da empresa onde trabalho, e que iriamos para um hotel, daí não ter oferecido a sua casa. Mas quando percebeu, que estavamos acampados e que eramos todos escuteiros, depressa se esclareceu o mal entendido e se tentou arranjar uma solução.

Já tinhamos pago 3 noites no parque de campismo… e dificilmente iriamos recuperar o dinheiro de volta, mas a Tine foi falar com a senhora, dizendo que tinhamos de regressar à dinamarca naquela manhã… e rápidamente fomes ressercidos da quase totalidade do que tinhamos pago 8 e ainda nao dormido). Never trust a smiling scout ;). Não sei o que a senhora ficou a pensar… mas provavelmente que alguem tinha falecido ou coisa do estilo.

Metemo-nos no carro e seguimos as indicações que o Adler nos tinha dado e lá conseguimos chegar ao complexo de residencias de estudantes. muito bom. Deixamos a trouxa e apanhamos transportes para o centro da cidade.

Almoçamos num Mac e seguimos para o Moderna Museet. O museu é muito bom, apesar de termos tropeçado numa exposição de um “John Lennon” que era muito estranha.

O dia tinha passado tão rápido, apetecia, sentar junto à água e desfrutar do magnifico tempo que estavamos a apanhar.

Tinhamos combinado jantar com o Adler, liguei-lhe, ele estava na margem sul da cidade, algures num local dificil de encontrar. Combinamos perto de um restaurante de ele me tinha falado na noite anterior. Um buffet vegetariano.

Chegados lá, tal era a fome, sentamo-nos e enchemos o prato. Acho que o enchi umas 3 ou 4 vezes… e eu que não vou a vegetarianos porque fico sempre com fome…

Ainda demos uma de tuga, dando o meu prato ao Adler, de forma a ele não pagar para jantar (custava cerca de 25 ou 30 euros… já não me lembro)… não fomos apanhados. A vista sobre a cidade era fantastica… apetecia-me viver em Estocolmo… depois pensando melhor… 9 meses de inverno…

Depois de jantarmos fomos dar mais uma volta por uma das colinas da cidade, onde era possivel apanhar casas de madeira mesmo dentro da cidade… estes suecos sao doidos

Ainda tivemos tempo para ir beber um copo (bem caro por sinal) antes de regressar de metro para casa do Adler.