Archive for the 'Nórdicos' Category

Nórdicos, Viagens

Crónicas do Sol da meia noite (Tomo X)

dia 9 - [Trondheim]

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Acordámos não muito cedo e seguimos para o centro da cidade. Era Domingo e o comércio estáva praticamente todo fechado. Não foi sequer facil encontrar um 7-eleven onde tomar o pequeno almoço.

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Seguimos até ao rio que atravessa a cidade, passamos pela ponte antiga e daí para o forte que observa a cidade. De lá foi possível ver a maior catedral da Escandinávia. É realmente monumental.

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Foi precisamente para onde nos dirigimos de seguida. e se de longe a catedral impressiona, então quando temos a fachada na nossa frente… o queixo cai-se-nos. A não perder.

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Almoçamos no Mac. Naquela terra é complicado comer a um preço decente. A Tine tinha visto no guia que existia um skansen em Trondheim e insistiu bastante em irmos. Apenas o Jesper não tinha visto o de Estocolmo. Mas este possuia uma das mais antigas igrejas de madeira da Noruega, e não a podíamos perder.

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Acabámos por “apanhar” um guia, pois as casas estão na sua maioria fechadas e a única forma de entrar nelas é com o guia. Um Skansen é um museu ao ar livre, tem casas tradicionais de toda a Noruega e os seus recheios são o mais parecidos com o original possível (quando não são mesmo originais). Era tão simples fazermos um museu destes por cá… e as nossas casas tradicionais variam tanto que seria mesmo muito interessante tê-las relativamente juntas. (o mais parecido que temos é o Portugal dos pequenitos)

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Adiante, a igreja era muito simples, o museu, muito giro, o guia, excelente. Valeu Tine. Jantámos no parque de campismo, o dia seguinte ia começar cedo.


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Nórdicos, Viagens

Crónicas do Sol da meia noite (Tomo IX)

- Dia 8 [Jokkmokk - Trondheim]

O dia ia ser longo, o destino era Trondheim, na vizinha Noruega.
A estrada, passa por bastantes vilas, os condutores são sempre muito respeitadores do código da estrada e o piso é melhor que o das nossas auto-estradas.

Não fossemos nós romanos em Roma e teríamos chegado mais cedo à Noruega.

Atravessámos centenas de rios, e em todos eles existiam pessoas a pescar, parece que a zona central da Suécia é muito conhecida pela pesca.

Almoçamos umas sandes que fizemos com ingredientes comprados no super-mercado em Jokkmokk. E aproveitamos para comprar uns souvenirs numa loja à beira da estrada. Comprei uma t-shirt muito gira e barata.

Já deviam ser umas 20h quando passámos a fronteira. Nem parámos. Apesar de não pertencer à UE, os acordos entre os países nórdicos também aboliram as fronteiras. Melhor, assim perdemos menos tempo.

Se na Suécia convinha respeitar a velocidade, na Noruega é MESMO necessário. As multas neste país são a peso de ouro, pagas na hora, e aceitam visa. 20Km/h a mais equivalem a cerca de 500€.

Quando chegamos a Trondheim já era tarde, e foi dificil encontrar um restaurante aberto, que não pertencesse a uma qualquer cadeia de hamburguers. Lá descobrimos uma pisaria turca.
Rapidamente percebemos que comer neste país é muito caro. Após a segunda guerra mundial, e depois da fome porque a Noruega passou durante esses anos, e com o dinheiro que nasce (literalmente) no Mar do Norte o país tornou-se auto-suficiente em termos alimentares… isto inclui tomates por exemplo… o que nestas latitudes só com uma estufa mesmo…

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A carne então… nem vou comentar.

Seguimos para o parque de campismo, onde pela primeira vez dormimos junto a um fiorde.


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Nórdicos, Viagens

Crónicas do Sol da meia noite (Tomo VIII)

- Dia 7 [Kvikkyokk - Jokkmokk]

Acordamos cedo, o sol já ia alto, nestas latitudes é sempre assim por esta altura do ano, recolhemos água fresquíssima num ribeiro de degelo que corria a umas centenas de metros da tenda. Higiene feita e cantis atestados, tomamos um pequeno almoço com uma vista de fazer inveja a qualquer hotel de 5 estrelas.

Desmontamos a tenda e arrancamos, queríamos contornar o monte onde estávamos seguindo sempre a mesma cota, até chagarmos a uma zona onde fosse simples atravessar o rio de degelo que corria a oeste de nós, de norte para sul.

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Andámos cerca de 2h, como seguíamos à mesma cota, tornava-se mais difícil de andar devido à constante inclinação do terreno. De mapa em riste, calculamos que para apanharmos o ultimo barco regular do dia, não poderíamos seguir até onde pensávamos para atravessar o rio. Chegaríamos demasiado tarde.

Optamos por descer a ravina onde nos encontrávamos, ravina essa que apesar de bastante inclinada não era demasiado difícil de descer aos S’s. Escolhemos o melhor local para atravessar o rio. A profundidade não passava do joelho, e a largura não devia ser superior a 10m.

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Até agora nada de mais… mas a temperatura… essa sim… não devia passar dos 5º e depois dos 10m era necessário uma fricção para voltar a fazer o sangue correr com normalidade.

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Depois de voltarmos a calçar as botas apertamos as mochilas o mais possível contra as nossas costas. A encosta era demasiado íngreme. Como existiam muitas pedras soltas e como não tínhamos material de escalada, optamos por ir subindo lado a lado. A meio do caminho deixamos de ver a Tine. Chegados lá a cima, faltava a Tine. A subida foi uma inconsciência
que nos podia ter lixado as férias… uff, respirámos de alivio quando discurtinámos a Tine… Acabámos por nos reunir todos.

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Até ao barco o caminho era sempre a descer, voltamos a encontrar pessoas, no sentido inverso, sempre simpáticos. Chegados ao barco… explicamos que não tínhamos dinheiro. Não havia problema… isso acontecia muitas vezes, arranjaríamos uma forma de pagar.

Lá atravessamos o rio, ainda com uma volta turística (com uns suecos de Malmo, e paga por eles) Arrumámos tudo no carro e fomos tentar encontrar um Multi-banco em Kvikkjokk… pois… não há… a terra mais perto é Jokkmokk a 100km. Aliás o único comercio da terra já estava encerrado.

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Sem ideias regressámos para falar com o barqueiro. Pelo caminho parámos para confirmar com um transeunte se não existia nenhum MB por ali… ele respondeu-nos com um sarcástico “in kvikkjokk… no way…” mal arrancámos eu e o António, em simultâneo exclamámos, o tipo é tuga!!! só pode. pela pronuncia inglesa, pelo gozo com que nos disse que não… e pela camisola tipicamente Zara.

Explicámos a situação ao barqueiro. Ele disse-nos que podiamos pagar via CTT… que só uma vez não tinha recebido o dinheiro. e tinham sido uns dinamarqueses (o nosso carro era dinamarquês… :S). O António ofereceu-lhe o seu cachecol da selecção e quando nos preparávamos para seguir viagem, eis que…

Aparece o suposto tuga. Não resistimos e lançamos “tu és português não és?”… caiu-lhe tudo… era tuga, tinha estado a fazer Erasmus em Leuven, tinha acabado com a namorada e tinha decidido fazer o kungs leiden sozinho. E conhecia o Daniel, um tipo que eu conhecia no técnico e que eu sabia que estava a estudar em Leuven. vivemos numa aldeia!!!

Regressamos a Jokkmokk, e procurámos um local para jantar. não havia muita coisa aberta… pelo menos com aspecto decente. Acabámos por jantar uns hamburgueres. Bem bons por sinal.


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Regressamos ao nosso parque de campismo, montamos a tenda e… a Tine tinha sido picada por uma carraça… lá fomos desencantar o médico de serviço….

Correu tudo bem, o cartãozinho de saude maravilha da Dinamarca funciona às mil maravilhas na Suécia

Nórdicos, Viagens

Crónicas do Sol da meia noite (Tomo VII)

- Dia 6 [Jokkmokk - Kvikkyokk]

um ano depois, e provavelmente com menos detalhes, aqui vou tentar continuar a por no “papel” a minha viagem de verão do ano passado.

Acordamos bem cedinho, enchemos o carro com a trouxa e seguimos para Kvikkyokk, a estrada era sempre plana e seguia junto a diversos lagos de água límpida e clara. por três vezes tivemos de abrandar de forma a deixarmos passar umas renas que se aventuraram a passear no alcatrão.

Chegados a Kvikkyokk, estacionamos o carro, retiramos o não essencial das mochilas e partimos para o cais. Por volta das 9:00 chegou um pequeno barco a motor, éramos 10, explicamos para onde queriamos ir, atiramos as mochilas para a proa e seguimos caminho.

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não saimos exactamente onde queríamos, mas até foi melhor assim. Colocámos as mochilas às costas e seguimos caminho. Deviamos seguir o caminho marcado até atravessarmos a ponte metálica, e de seguida fazer um desvio à direita e subir a serra. O nosso objectivo era passar a tundra e acampar no alto do serra.
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Andar na tundra é muito estranho, à primeira vista, parece terreno normal coberto por verduras diversas, ao colocar o pé, este afunda-se e sentimos que por baixo daquela aparente verdura, correm as águas do degelo.

Fiquei muitíssimo impressionado com a quantidade de insectos esvoaçantes que é possível reunir por aquelas bandas. O meu repelente tabard, simplesmente não funcionava, o que nos valeu foi o Jungle Oil que tínhamos comprado em Jokkmokk e que esse sim era eficaz.

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Almoçamos pelo caminho, junto a umas quedas de água provenientes do degelo. Por volta das 15h chegamos a um planalto, com uma vista fantástica!!!

O António que ia à frente, ainda chegou a ver um alce, mas quando chegamos, já se tinha pisgado.
Sentámos-nos, dormitámos um pouco, fizemos um chá, e decidimos, o que fazer. Iríamos pernoitar naquele lugar, mas só montaríamos a tenda mais tarde (afinal de contas o sol só se punha lá para as 23:00, mas a claridade não vai embora)

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O objectivo agora era tentar subir ao ponto mais alto ali das redondezas. Pela carta seriam uns 3Km no máximo, mas a variação de algumas centenas de metros.

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O caminho era bem mais longo do que parecia à primeira vista, depois de 1h30 a andar, resolvi conferenciar regressar à base e montar a tenda. Os outros 3 seguiram para o topo.

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Para baixo todos os santos ajudam… eheheh… mas mal o sol se escondeu por detrás da montanha mais alta a temperatura começou a descer virtiginosamente. Quando os deixei estavam 18ºC e eu de t-shirt e gore-tex. Quando cheguei ao local onde tinha-mos deixado as mochilas o meu telemóvel marcava 3ºC. As minhas mãos estavam geladas… e montar a tenda sozinho foi obra. Depois disto e como já os via a regressar. Preparei o jantar (pasta liofilisada) na trangia soube a pato!!!

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continuava de dia, mas o frio era tanto que mal acabamos de comer, saltamos para dentro da tenda, onde até nem se estava nada mal.

(a ver se não demoro outro ano a escrever novo post)

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Crónicas do Sol da meia noite (Tomo VI)

- Dia 5 [Jokkmokk]
A noite foi muito estranha… a tenda não isola minimamente da luz… e portanto é como estar dentro de uma tenda de dia… um pecado segundo os ensinamentos dos nossos chefes. O que me valeu nesta noite ainda foram uma cena dos voos de longo curso que se coloca nos olhos ;).


Estavamos verdadeiramente cansados, mas resolvemos ir até a Jokkmokk… a pé. 30 minutos para cada lado.


Jokkmokk é uma vila, perdida algures no norte da Suecia… mas ao contrário do que poderia parecer tem muita vida. Começamos por visitar uma igreja que… não era aquela que realmente queriamos ver. Rápidamente nos demos conta do equivoco. De seguida fomos ao museu Sammi (o povo do norte). Gostei bastante do museu… pena foi que não existia nada em lingua inglesa… e o meu sueco não vai mais longe que “olá, sim, não, muito obrigado”… O que vale é que o dinamarques não é muito diferente e sempre que foi preciso pedi a tradução .

A paragem seguinte foi no Turismo. Queriamos fazer um Hike, queriamos um mapa e indicações. Estava decidido, no dia seguinte partiriamos para Kvikkjokk (não, não me esqueci de tirar o dedo do k) a cerca de 100km para noroeste, mesmo nas imediações do Parque Sarek.

Com o mapa na mochila seguimos para a tal igreja que queriamos ver. Passamos pelo supermercado. Há sempre qualquer coisa de que nos esquecemos. Mesmo em frente existia um restaurante italiano, operado por indianos, no norte da suecia… tudo a ver. entramos sentamo-nos e pedimos. Uma coisa porreira por estes lados, o pão e a água são de borla (para quem consome) portanto se se quiser poupar na bebida…

Enquanto esperavamos o António e a Tine foram comprar uma bússola, pois a que tinhamos estava avariada.

Não me lembro dos pedidos de toda a gente… mas lembro-me do que pedi. Pizza Submarino. Tinha a forma do Yellow submarine, e era composta entre outros ingredientes por carne de rena e por pai natal (hehehe, no local das janelas, tinha 3 montinhos de doce cor de rosa (blue berry acho eu)). Comeu-se bem.

Regressamos ao parque de campismo, tomamos uma banhoca, descansamos e fizemos o jantar. No dia seguinte tinhamos 100 km pela frente, antes de apanhar um barco as 9h da manha… Pela 2ª vez dormi a norte do circulo polar, deitado na tenda a olhar para o tecto branco ainda iluminado pela claridade na noite polar comecei a contar… renas. Adormeci.

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Crónicas do Sol da meia noite (Tomo V)

- Dia 4 [Estocolmo - Lulea - Jokkmokk]

Acordamos cedinho, arrumamos as ultimas coisas, tentamos colocar tudo dentro do carro, tomamos o pequeno almoço, despedimo-nos do nosso anfitrião e arrancámos rumo a norte. Ainda não tinhamos saido de Estocolmo e o Adler enviou-me um sms a dizer que me tinha esquecido do sabonete na casa-de-banho dele… o que vale é que tinha levado mais que um.

O destino era Jokkmokk, uma pequena localidada ligeiramente acima do circulo polar artico a meio caminho entre a Finlândia e a Noruega. É a Tine que guia, nem o António nem o Jesper têm carta de condução. O carro é um VW Golf de 91, que está nos trinques, apesar dos anos. Como somos 4, com mochilas, latas de coca-cola, tenda, etc… o carro estava um bocado “a raspar no chão”… algo que acontecia quando passavamos em lombas um pouco mais rápido.

As estradas na suécia são optimas. O piso náo têm buracos e os condutores são civilizados, apesar de também não respeitarem os limites de velocidade (geralmente 130km/h onde o máximo é 110km/h). Algo muito caracteristico e que já me tinha ficado retido quando da minha ida à Suecia pela primeira vez (em 93) é que na maioria das vias rápidas só existe uma faixa para cada lado e 2 grandes bermas. Quando um carro se aproxima de outro, o da frente desvia-se ligeiramente para a berma para o outro passar. Isto é que é civilização.

Paramos para almoçar junto a uma ponte suspensa brutal, e continuamos sempre para norte até Lulea (lê-se luleo). Aqui paramos na antiga Lulea, gammelstad (cidade velha). Uma vila espetacular, patrimonio mundial da UNESCO constituida por centenas de casas vermelhas de madeira que serviam para alugar aos antigos peregrinos da igreja local. No centro da vila estava uma concentração fantastica de carro classicos americanos. Impecáveis.

Corvette Stingray

Jantamos algures pela estrada num fast food chamado MAC… mas não era o Macdonads…
Cruzamos pela 1ª vez os 66º33′N e chegamos a Jokkmokk às 23:30. Acabamos de montar a tenda faltavam 5 minutos para a meia noite… e era de dia…

À meia noite

Nórdicos, Viagens

Crónicas do Sol da meia noite (Tomo IV)

- Dia 3 [Estocolmo]

Fui de manhã com o Adler ao super mercado comprar uns iogurtes para o pequeno almoço, no regresso e ao olhar para o parabrisas do nosso Golf… uma multa… 100 euros… mais coisa menos coisa, mas pior que o valor ( que a dividir por 4 até não estraga totalmente o orçamento) era a hora em que os senhores resolveram passar por ali… 4 da manhã!!! mas esta malta não tem mais nada para fazer as 4 da manhã!!!

Tivemos portanto de arranjar um local para estacionar o carro durante 24h… existia um parquezinho a 3 euros por dia nas traseiras do edificio do Adler… se ao menos soubessemos… o curioso era que não eramos os unicos a ter prenda no carro… todos os carros a tinham…

Seguimos de seguida para o centro. Eu a Tine e o António fomos ver a camara municipal de Estocolmo, local onde se realiza o jantar de gala e o baile da entrega dos prémios Nobel. A visitar. Seguimos para o local que tinhamos combinado com o Jesper (que tinha ido ver a catedral). Tinhamos combinado numa praça onde estava uma estatua de um cavaleiro a comandar… o que parece é que existiam duas estatuas… uma de um cavaleiro a apontar outro a comandar… e em duas praças seguidas… brilhante… acabamos por nos encontrar e seguir para comer qualquer coisa num Mac. O António a Tine e o Jesper iam visitar o Vaasa (um museu sobre um barco monumentar que afundou após ser lançado ao mar e que esteve afundado durante 333 anos), eu que já o tinha visitado em 93, ia-me encontrar com o Adler para irmos ver o Museu Nordico.

O museu Nordico é engraçado, versa sobre toda a cultura nordica, modo de vida, tradições e costumes, pena é estar 95% em sueco… Porreiro foi apanhar uma exposição sobre a systembolaget a loja de alcool do estado. Depois deste museu voltamos a encontrar-nos todos e voltamos a separar-nos. Eu o António e a Tine fomos para o Skansen, o museu ao ar livre da cidade.

Que tem casas e quintas de toda a suecia… basicamente desmontaram-nas pedra por pedra ou tabua por tabua e reconstruiram-nas no mesmo local. Muito bom… Pena termos chagado tão tarde, que só vimos por dentro umas 5 ou 6 casas.

Dentro do Skansen existe também um Zoo… em que os animais tem tanto espaço que muitas vezes precisavamos de uns 10 minutos para os descobrir.

ursos bem disposto e habituados aos turistas

Mocho bem escondido… mas a 300mm não perdoa

Lobo com uma presa (este custou a descobrir, mas depois passou-nos mesmo à frente)

Regressamos cansados a casa, prontos para fazer o jantar, arrumara troxa e deitar cedo, que no dia seguinte tinhamos muitos Km para percorrer

Nórdicos, Viagens

Crónicas do Sol da meia noite (Tomo III)

- Dia 2 [Estocolmo]

O Adler tinha pensado que ia de ferias com malta da empresa onde trabalho, e que iriamos para um hotel, daí não ter oferecido a sua casa. Mas quando percebeu, que estavamos acampados e que eramos todos escuteiros, depressa se esclareceu o mal entendido e se tentou arranjar uma solução.

Já tinhamos pago 3 noites no parque de campismo… e dificilmente iriamos recuperar o dinheiro de volta, mas a Tine foi falar com a senhora, dizendo que tinhamos de regressar à dinamarca naquela manhã… e rápidamente fomes ressercidos da quase totalidade do que tinhamos pago 8 e ainda nao dormido). Never trust a smiling scout ;). Não sei o que a senhora ficou a pensar… mas provavelmente que alguem tinha falecido ou coisa do estilo.

Metemo-nos no carro e seguimos as indicações que o Adler nos tinha dado e lá conseguimos chegar ao complexo de residencias de estudantes. muito bom. Deixamos a trouxa e apanhamos transportes para o centro da cidade.

Almoçamos num Mac e seguimos para o Moderna Museet. O museu é muito bom, apesar de termos tropeçado numa exposição de um “John Lennon” que era muito estranha.

O dia tinha passado tão rápido, apetecia, sentar junto à água e desfrutar do magnifico tempo que estavamos a apanhar.

Tinhamos combinado jantar com o Adler, liguei-lhe, ele estava na margem sul da cidade, algures num local dificil de encontrar. Combinamos perto de um restaurante de ele me tinha falado na noite anterior. Um buffet vegetariano.

Chegados lá, tal era a fome, sentamo-nos e enchemos o prato. Acho que o enchi umas 3 ou 4 vezes… e eu que não vou a vegetarianos porque fico sempre com fome…

Ainda demos uma de tuga, dando o meu prato ao Adler, de forma a ele não pagar para jantar (custava cerca de 25 ou 30 euros… já não me lembro)… não fomos apanhados. A vista sobre a cidade era fantastica… apetecia-me viver em Estocolmo… depois pensando melhor… 9 meses de inverno…

Depois de jantarmos fomos dar mais uma volta por uma das colinas da cidade, onde era possivel apanhar casas de madeira mesmo dentro da cidade… estes suecos sao doidos

Ainda tivemos tempo para ir beber um copo (bem caro por sinal) antes de regressar de metro para casa do Adler.

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Crónicas do Sol da meia noite (Tomo II)

- Dia 1 [Lisboa - Estocolmo]

Encontrei-me com o António no aeroporto da portela 2 horitas antes da partida. As mochilas as costas não enganavam ninguém, esta malta gosta de acampar. Fizemos o check in para Estocolmo, despedimos-nos dos meus pais e da mãe do António e seguimos para a gate. À primeira vista todos os passageiros eram suecos de regresso a casa, tirando uns 4 ou 5 portugueses com ar de trabalhadores da construção civil que deviam ir ganhar umas coroas (literalmente) lá para fora.

Quando entregamos o bilhete à hospedeira, fomos brindados com a alteração da fila 9 para a 1. Sim a fila 1 fica na primeira classe e é muito bom viajar em primeira classe. As hospedeiras são super atenciosas, passam a vida a perguntar se está tudo bem, se precisamos de alguma coisa, etc. Antes dos almoço ainda nos vieram oferecer uma bebida. Depois veio o menu, optei pelo bife com pimenta em deterimento da lasanha de bacalhau. Pedi vinho, Marques de … qualquer coisa… já não me lembro, mas não era borba, o copo era de vidro, os pratos de loiça, etc. Como diz o Seinfeld, depois de viajar em primeira, quando viajo em turistica sei o que estou a perder…

Chegados a Estocolmo, esperamos cerca de 30 minutos e a Tine e o Jesper chegaram ao aeroporto para nos apanhar. Ainda não tinham almoçado coitados, tinham vindo directos de Copenhaga.

Seguimos em direcção a Estocolmo e paramos pelo caminho para tentar descobrir onde ficavam os parques de campismo. É impressionante a quantidade de MacDonalds que existem na Suécia… Cada estação de serviço tem um e geralmente do outro lado do estrada existe outro.

Paramos junto a algo muito comum na Suecia - um painel informativo de turismo - existem quase tantos como Mac’s… Lá descobrimos qual o parque de campismo mais perto de uma estação de metro e seguimos para lá.

Chegados ao parque de campismo, montamos a tenda e fomos com os nossos amigos Dinamarqueses enganar a fome no café do parque.

Liguei ao meu grande amigo Adler ( que ja não via desde que tinha almoçado com ele nas Amoreiras à cerca de Ano e meio ) e combinamos encontrar-nos no atrio da estação central de comboios, nos bancos que ficam entre a bilheteira e o Macdonalds.

Seguimos de metro para o reencontro. Entrados na estação central de Estocolmo, procurei pelos grandes M’s dourados e la estava o Adler sentado num banco a ler um livro.

Apresentei toda a gente, e seguimos para um restaurante, pois a fome dos dinamarqueses já aperatava. Sentamo-nos numa esplanada, existiam mantinhas para os mais friorentos, como eramos 5 perguntamos se não podiamos juntar 3 mesas e assim conseguirmos falar todos. O empregado prontamente respondeu que não, por causa da lei dos incendios, era expressamente proibido não ter um corredor de saida desocupado, mas estamos na rua e estas são as ultimas mesas do corredor… não pode ser. Resultado comemos com 40cm de separação entre a seguanda e a terceira mesas.

Comi um bife, tinha muito bom aspecto, mas não sabia a grande coisa, tive de me safar utilizando os molhos que tinha no prato e em que muito raramente toco.

Depois do jantar e como nesta altura do ano o Sol só se põe lá para as 23:30 (levanta-se por volta das 3:00) fomos passear, atravessamos a Gamla Stan, onde vimos por fora o palácio real, a catedral, a storget, e uma serie de ruazinhas fantasticas, atravessamos o canal em direcção a sul.

Regressamos cansadissimos ao nosso parque de campismo.

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Crónicas do Sol da meia noite (Tomo I)

A pedido de muitas familias… aqui vai:

- Pré Dia 1
Desde que tinha estado em Copenhaga, em Fevereiro de 2005, em casa do meu amigo António, que tinha ficado no ar uma eventual viagem à Noruega ou outro destino. A ideia seria juntar alguma malta dos escuteiros e fazer um Hike abroad.

Devido às possibilidades de férias do António, tivemos de remeter as datas para os ultimos 15 dias de Julho. Mesmo em cima dos acampamentos dos scouts… que este ano eu não tinha. Resultado os participantes eram: Eu, o António, a Tine (namorada do António) e o Jesper (vizinho e amigo dos dois).

Ainda pensamos em ir para a Escócia, mas uma acabamos por nos decidir e trocar o azimute de Edimburgo para Estocolmo e Oslo.

Os objectivos eram: Estocolmo, Lapónia e os Fiordes da Noruega.

Aqui fica um mapa com o percurso que vos irei relatar (as viagens a tracejado foram efectuadas apenas pela Tine e pelo Jesper)